Trabalhadores! Vem aí a Jornada pelo Trabalho Decente

07/10/2010 11:33

A Central Sindical Internacional (CSI) convoca os trabalhadores de todos os continentes a participar da 3a Jornada Mundial pelo Trabalho Decente, que se realizará no dia 07 de outubro. São milhares de pessoas que vão se mobilizar pelas ruas do mundo inteiro para reivindicar um trabalho mais digno e melhor salário. No Brasil, o encontro se dará em São Paulo. A concentração será no Teatro Municipal, com início marcado para as 10h.

 

Em cada lugar, o evento fica a cargo das organizações regionais da CSI. Nas Américas, o apoio é da Confederação Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras das Américas (CSA). “A CSA não chega a organizar a jornada, mas suas filiadas. Há um política dentro da CSA de dar uma autonomia para o evento”, explica Alexandre Praça, responsável pela área de comunicação da Confederação das Américas.

 

No Brasil, além das três centrais sindicais filiadas à CSA: União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical e Central Única dos Trabalhadores (CUT); todas as demais centrais, não filiadas, estão apoiando também: Central Geral dos Trabalhadores (CGTB), Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Foi feito um documento com propostas de cada lugar. E a UGT assinou os principais lemas e declaração do documento da Jornada no Brasil. Entre eles, a diminuição da jornada de trabalho, sem redução salarial.

 

“É muito importante que as centrais participem da mobilização mundial e coloquem as suas demandas para que a promoção efetiva do trabalho decente faça parte central das políticas do próximo governo”, salienta Víctor Báez Mosqueira, secretário geral da CSA.

O povo, integrado mundialmente, luta por políticas públicas para garantir e ampliar os direitos, combater o trabalho infantil, lutar por igualdade de oportunidades e serviços públicos de qualidade.

 

Depois da Reunião Regional Americana convocada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em Brasília no ano de 2006, os países se comprometeram a elaborar planos nacionais de trabalho decente. “Isso implicava uma negociação tripartite, definir a agenda de prioridades a partir das realidades nacionais e fazer um plano de 2006 até 2010”, detalha Mosqueira.

 

No México, há proposta de mudança na constituição. A classe sindical vai utilizar a Jornada para reforçar essa demanda. No Peru, os sindicatos querem pressionar o Congresso Nacional para instituir leis laborais para trabalho decente.

 

Para o secretário geral da CSA, é preciso definir claramente as prioridades de cada país sobre a relação do trabalho decente com áreas específicas. Por exemplo: negociação coletiva, liberdade sindical, diálogo social, proteção e seguridade social. É preciso esclarecer os indicadores dessas prioridades com prazos e metas.

 

Existem países que avançaram muito com consultas com os sindicatos como é o caso do Brasil, da Argentina e do Uruguai. Mas também em muitos países isso não foi feito. “Em alguns, quando foi feito, os sindicatos não foram consultados ou ainda as posições sindicais não foram incorporados na agenda”, revela Víctor Mosqueira.

 

O balanço feito pela CSA não é muito positivo. Isso vai ser avaliado agora no final de 2010 e, desde já, a entidade aponta críticas nesse sentido. Os erros deveriam ser corrigidos para o próximo período, ou seja, a conferência deveria adotar um novo plano. “A CSA quer influir nesse sentido para que na conferência da OIT, em dezembro deste ano, os sindicatos sejam convocados e os governos apliquem realmente um plano pós-crise econômica mundial que coloque a promoção do trabalho decente como prioridade”, informa.

 

Cada país tem uma agenda de atividades confirmada, que pode ser acessada no site da CSI, que traz com um mapa interativo (www.wddw.org ).

 

Serviço:

Data: 07 de outubro (quinta-feira)

Horário passeata: 10 horas

Ponto de partida: Teatro Municipal de São Paulo

Trajeto: Barão de Itapetininga, seguindo pela avenida Ipiranga e São Luís até a rua Martins Fontes (DRT), onde será entregue documento unitário das centrais sindicais

 

Mariana Veltri, da redação da UGT